[COLUNA DA ERICA CYRIACO] Carta a você


Algumas pessoas simplesmente entram na sua vida e parecem ser a salvação da lavoura. A princípio trazem paz. Demonstram a segurança que você sempre sonhou em ter. E você valoriza isso tudo. Acredita que chegou a sua hora de ser feliz e, agradecida, tenta transformar a vida dessa pessoa na maravilha que ela deixou a sua.

Eis que chega o dia em que tudo desmorona abruptamente. E você descobre que todo o seu castelo era de areia. Que tudo que você idealizou, não vai acontecer mais. De repente, não tem mais o barulho das risadas e nem o sorriso no rosto. A tempestade chega devastando. Tudo foi jogado fora.

A pessoa que te fez bem, agora te fura o peito. Assim, sem sentido. E você pensa: “será que ela está arrependida?” Mas a resposta dela não te satisfaz. Sabe aquela historia do papel amassado que nunca voltará a ser liso novamente e o coração da gente é como o papel? Pois é. Eu também sei disso.

Tem coisas que não se explicam, não existe motivo que dê sentido às atitudes desvairadas. A única coisa que faria diferença era se o tempo tivesse retrocedido e nada tivesse acontecido. Mas toda ação tem uma reação e as conseqüências têm que ser sofridas. As pessoas se despedem de uma forma brutalmente necessária. Numa ruptura que um “desculpa” não faz a menor diferença.

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