[COLUNA DA ERICA CYRIACO] Suas metas, seu destino



Então você tem uma ideia. Começa um projeto, analisa os prós e os contras, cede em alguns pontos, mantém o pulso firme em outros tantos. Você se dedica, aciona o dispositivo "turbo" e se joga de cabeça no seu propósito. E conquista! Alcança, enfim, seu objetivo e colhe os louros da vitória. Se orgulha de si mesmo e exibe seu feito com toda pompa e graça que lhe é de direito.
E agora? É isso? Fim da linha? Não raro, depois de se conseguir o que se quer, as pessoas se desinteressam. Afinal, "a jornada vale mais que o destino". Será?
Qual é a graça de se ter tanto trabalho, de se lutar tanto, se abster, para conseguir algo e depois, simplesmente largar de mão?
O fato é que focar na meta é um combustível para prosseguir e, uma vez que a meta é atingida, ela acaba. Ou seja, o combustível acaba e, até ser definida outra meta, não se tem para onde ir. Verdadeiro. Mas triste.
Somos todos movidos a metas. E a vida acaba sendo uma incessante busca de realizações. 
Quando a sua meta tem a ver com pessoas, nem precisa dizer que o seu desinteresse pode ser cruel e machucar alguém, certo? E quando o seu objetivo for único e exclusivo para você, a pessoa machucada pode ser você próprio. Pois pode lhe trazer uma sensação de desconforto ou insatisfação consigo mesmo. Pode fazer com que você não se senta digno de realizar um novo sonho, ou apenas aborrecido por não conseguir se prender a nada (o que mais cedo ou mais tarde vai levá-lo a perceber que não são as coisas que são descartáveis, é você que, por algum motivo, não vê a beleza delas). 
Dessa vez, não vou deixar conselhos, nem explicitar minhas opiniões. Convido a uma reflexão.
Quais são as suas metas atuais? Você, de fato, precisa delas? O que fazer depois de conquistá-las? Elas são tão necessárias assim para lutar por elas? E você está realmente disposto a lutar por elas?
Sim, a jornada vale muito. É uma experiência a parte. Pois a jornada vale tanto quanto o destino. E um complementa o outro. 

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