Relatório afirma que gays negros são mais vulneráveis ao HIV

"É a pior epidemia em todo o mundo desenvolvido, e uma epidemia que rivaliza com grande parte do mundo em desenvolvimento". Foi com essas palavras que Phil Wilson, presidente e chefe executivo do Black AIDS Institute, analisou a vulnerabilidade dos gays ebissexuais negros ao HIV nos Estados Unidos.

Um relatório lançado às vésperas da 19ª Conferência Internacional de Aids, mostra que a prevalência do HIV entre gays negros é duas vezes maior que entre osbrancos nos Estados Unidos.

Além disso, gays e homens bissexuais negros têm sete vezes mais chances depossuírem HIV sem dignóstico em comparação com gays não negros - e também são menos propensos a estarem vivos três anos depois de serem diagnosticados com Aids quando comparados com gays ou bissexuais brancos ou latinos.

No Brasil, pesquisas como as realizadas pela Associação Cultural de Mulheres Negras, Unicamp e fomentadas pelo próprio Ministério da Saúde também têm mostrado uma maior vulnerabilidade da população negra e parda ao HIV, o que, por sua vez, tem relação com a maior vulnerabilidade social desse segmento.

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