Canadá acusa Uganda de homofobia e nega visto a parlamentares africanos

A presidente do Parlamento de Uganda,Rebecca Speaker Kadaga, afirmou que oCanadá se recusou a conceder vistos para vários parlamentares ugandenses, devido a visão sobre homossexualidade do país africano. Rebecca fez a declaração na terça-feira na cúpula "União Inter-Parlamentar" (UIP), realizada em Quebec.

Segundo Rebecca, a maioria de seus colegas parlamentares, que tinham solicitado vistos para a conferência, foram impedidos de entrar no país devido à sua posição sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Kadaga alegou também que foi impedida pelos organizadores de fazer uma apresentação, juntamente com outros membros da delegação ugandense.

No início da semana, o chanceler e ministro dos Negócios do Canadá, John Baird, criticou o histórico de direitos humanos de Uganda e do IranBaird citou o violento histórico recente de Uganda na questão da perseguição homofóbica e mencionou o assassinato, em 2011, do ativista gay ugandense, David Kato. Em contra partida, os delegados dos dois países responderam acusando o Canadá de interferir em seus assuntos internos.

"Infelizmente, existem forças do mal neste mundo que utilizam as nossas diferenças como armas de ódio, armas de ódio que marginalizam as minorias", disse Baird.

"Este é o lugar onde nós, como sociedades livres, creio eu, têm um papel extremamente importante a desempenhar."

Já para Rebecca Kadaga, "ignorância e arrogância, é como eu descreveria o Sr. Baird", disse acrescentando que, seu governo não promove a violência homofóbica. "Este é um nível muito elevado de arrogância ele atacar o meu país". Kadagatambém disse que Uganda não "compartilha os mesmos valores", com o Canadá.

Vale lembrar que, o Parlamento de Uganda está debatendo uma nova legislação que busca penas mais duras para punir homossexuais.

Delegados de Mali e da Síria também tiveram vistos negados por autoridades canadenses.

0 comentários :

Postar um comentário