Thierry Figueira diz que daria beijo gay em novela, sem problema


Apesar de atuar desde a infância, Thierry Figueira não pensava em seguir carreira artística. Atualmente no ar como o Patrick de Balacobaco, ele começou a fazer aulas de teatro aos 14 anos apenas por hobby.Thierry, hoje aos 34, já tinha contato com a interpretação de forma amadora na escola, mas uma amiga insistiu para que também fizesse um curso profissional no Tablado.

"O teatro surgiu como uma brincadeira na minha vida. Não tinha pretensão nenhuma de ser ator quando comecei", explica.

Naquela época, o Tablado trabalhava de forma direcionada, abrindo vagas para tipos específicos de ator. Os critérios avaliados para que alguém fosse selecionado para uma montagem variavam entre idade e biotipo, entre outros. Por sorte, Thierry era exatamente o que estavam procurando no momento.

"Minha amiga já estudava lá e disse que tinha pintado uma vaga com o meu perfil. Então, acabei entrando", relembra.

Mas Thierry só começou a levar a profissão a sério depois de gravar a novela A Viagem, em 1994. O ator fazia parte do elenco de apoio da trama.

"Ali, percebi que era isso que eu queria para minha vida", revela.

Logo em seguida, fez um teste para Cara & Coroa, exibida em 1995 pela Globo, e foi aprovado.

"Eu devo muito ao personagem Pedro dessa novela. Foi minha segunda trama, mas foi a primeira em que fui reconhecido", conta.

Desde então, os trabalhos na tevê não pararam mais de surgir na vida de Thierry.

"Eu fazia teatro pelo prazer porque não ganhava nada. Quando entrei para a televisão, percebi que é muito bom poder ganhar dinheiro com aquilo que gosto", confessa.

O ator, que já participou de quase 20 produções na televisão, passou por três emissora diferentes: Globo, SBT e Record.

"A Globo é uma grande potência em teledramaturgia. Mas tenho um grande carinho pelo SBT, que me acolheu depois de dois anos fora da tevê e me deu três protagonistas", justifica.

Mas foi na Record, sua emissora atual, que encontrou seus melhores personagens.

"Aqui, tenho feito personagens com mais conteúdo, como o Ziba de Rei Davi", garante.

Atualmente, Thierry interpreta Patrick, em Balacobaco, um homossexual assumido, menos para os pais caipiras de seu melhor amigo, Breno Pedrosa, vivido por Léo Rosa. Na história, Patrick sonha em ser famoso através da carreira de ator ou apresentador de tevê. Mas, sem nenhuma noção de interpretação, só consegue protagonizar um programa infantil vestido de pinguim.

"Meu personagem fica com um conflito interno porque apresenta um programa infantil, mas tem fobia de criança", descreve.

Além da trama engraçada, Patrick tem chamado a atenção do público com seu figurino extremamente exagerado e por conta de seus trejeitos afeminados.

"Tenho um amigo gay que fala que já estou dando pinta demais na novela", brinca.

Para compor o papel, Thierry não se inspirou em ninguém especificamente. Entretanto, se aproximou mais do universo gay, conversando com ativistas da causa LGBT –, indo a festas direcionadas para esse público e frequentando o point gay da Praia de Ipanema, localizado na altura da rua Farme de Amoedo, Zona Sul do Rio de Janeiro.

"Também observei muitos amigos homossexuais. Nunca tive preconceito, inclusive faria o beijo gay na novela sem problema nenhum", oferece-se.

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