Porto Rico nega direito de adoção a casais gays após marcha com 200 mil

O Tribunal Supremo de Porto Rico divulgou uma sentença que reafirma a proibição a casais homossexuais de adotarem crianças na ilha.

A votação ocorreu após uma marcha contra direitos gays que reuniu mais de 200 mil pessoas na capital San Juan na última segunda-feira.

A votação foi encerrada com o placar de 5 a 4. O assunto virou tema de debate no país por conta do caso de uma mulher que pretende adotar a filha que sua companheira teve por um processo de fertilização in vitro. A lei apenas permite adoções de casais formados por um homem e uma mulher.

Na segunda-feira, mais de 200 mil pessoas, a maioria integrante de grupos ligados a entidades cristãs, se reuniram na frente do Congresso de San Jaun e impediram o tráfego de carros para protestar contra a extensão de direitos de casais heterossexuais para os homossexuais.

Além do caso da adoção, foi criticado na manifestação o projeto de revisão da lei que protege casais gays contra a violência doméstica. Atualmente, uma pessoa que se relaciona com outra de mesmo sexo não tem o direito de reclamar na Justiça caso seja agredida pelo parceiro.

0 comentários :

Postar um comentário